domingo, 19 de janeiro de 2014

Capítulo VI



  Cheguei lá, devagar e bati na porta. Um idoso, de mais ou menos 60 anos veio até a porta, me perguntou o que queria e disse que queria falar com Ruta, ele disse que ela não estava em casa mas uma voz feminina gritou lá de dentro:

“- Pai! Deixa eu falar com as visitar or!”

“- Ta bem minha filha, mas tome cuidado, esses ‘policiais’ tem boa lábia.”

  Ela nos chamou para sentar e Barty, muito desconfiado, ficou olhando a casa inteira enquanto eu olhava só para o sorriso daquela menina... Era muito lindo cara! Ela era perfeita, ela me encantava, e qualé, eu tinha 23 anos, já dava pra namorar com ela, mas tudo ao seu tempo, fui logo perguntando da vida da amiga dela:

“E então Rute, quais são seus vínculos com a Rebeca, a que morreu recentemente?”

“Ah ela era minha melhor amiga, eu amava ela demais, só que ela era metida com drogas, igual ao namorado.”

  Gelei naquele momento... então quer dizer que eu estava estudando um caso de um menina drogada de GRAÇA? Não... naquele momento pensei em desistir da causa, mas a curiosidade, o conhecimento, é como se fosse um livro inacabado, eu precisa saber o final daquela história... de qualquer maneira, mas aí eu continuei as perguntas para Rute.

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