Cheguei lá, devagar e bati na porta. Um idoso, de mais ou
menos 60 anos veio até a porta, me perguntou o que queria e disse que queria
falar com Ruta, ele disse que ela não estava em casa mas uma voz feminina
gritou lá de dentro:
“- Pai! Deixa eu falar com as visitar or!”
“- Ta bem minha filha, mas tome cuidado, esses ‘policiais’
tem boa lábia.”
Ela nos chamou para sentar e Barty, muito desconfiado, ficou
olhando a casa inteira enquanto eu olhava só para o sorriso daquela menina...
Era muito lindo cara! Ela era perfeita, ela me encantava, e qualé, eu tinha 23
anos, já dava pra namorar com ela, mas tudo ao seu tempo, fui logo perguntando
da vida da amiga dela:
“E então Rute, quais são seus vínculos com a Rebeca, a que
morreu recentemente?”
“Ah ela era minha melhor amiga, eu amava ela demais, só que
ela era metida com drogas, igual ao namorado.”
Gelei naquele momento... então quer dizer que eu estava
estudando um caso de um menina drogada de GRAÇA? Não... naquele momento pensei
em desistir da causa, mas a curiosidade, o conhecimento, é como se fosse um
livro inacabado, eu precisa saber o final daquela história... de qualquer
maneira, mas aí eu continuei as perguntas para Rute.
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