domingo, 19 de janeiro de 2014

Capítulo VI



  Cheguei lá, devagar e bati na porta. Um idoso, de mais ou menos 60 anos veio até a porta, me perguntou o que queria e disse que queria falar com Ruta, ele disse que ela não estava em casa mas uma voz feminina gritou lá de dentro:

“- Pai! Deixa eu falar com as visitar or!”

“- Ta bem minha filha, mas tome cuidado, esses ‘policiais’ tem boa lábia.”

  Ela nos chamou para sentar e Barty, muito desconfiado, ficou olhando a casa inteira enquanto eu olhava só para o sorriso daquela menina... Era muito lindo cara! Ela era perfeita, ela me encantava, e qualé, eu tinha 23 anos, já dava pra namorar com ela, mas tudo ao seu tempo, fui logo perguntando da vida da amiga dela:

“E então Rute, quais são seus vínculos com a Rebeca, a que morreu recentemente?”

“Ah ela era minha melhor amiga, eu amava ela demais, só que ela era metida com drogas, igual ao namorado.”

  Gelei naquele momento... então quer dizer que eu estava estudando um caso de um menina drogada de GRAÇA? Não... naquele momento pensei em desistir da causa, mas a curiosidade, o conhecimento, é como se fosse um livro inacabado, eu precisa saber o final daquela história... de qualquer maneira, mas aí eu continuei as perguntas para Rute.

Capítulo V



Pronto! Conseguimos, desvendamos esse caso! Não... num é bem assim, quero saber quem é esse David, afinal se ele matou a namorada ele tem que está preso, e detetive é assim, muito curioso, mas como diz o ditado “A curiosidade matou o gato” só que eu não sou um gato, sou um detetive. Resolvi adicionar esse David aos meus amigos no Facebook, tentar achar alguma pista de onde ele está ou esteve no dia do crime, e quando eu adicionei ele eu vi um status que dizia “Em Nova York! Muito Feliz!” no dia do crime ele colocou isso, então não poderia ter sido ele que matou, certo? Ele estava fora da lista de suspeitos, certo? Errado. Porque ele não poderia ter mandado alguém matar ela? Afinal ele é metido com esse drogados e criminosos, um amigo dele qualquer pode muito bem ter ido lá e matado ela por uma boa quantia. Então se eu pegar o cara que a matou, ele vai pra cadeia, mas o mandante do crime, que eu acho que foi o David, vai ficar livre, matando pessoas. Procurei o Facebook dessa menina, a vítima. Ela tinha muitas amigas mas a mais próxima se chama Ruta Hitsam, mesma idade, mesma escola, mesmos lugares, amigas inseparáveis e ela tinha Facebook e morava a duas quadras da minha casa, resolvi ir lá no dia seguinte e o Barty falou:

“- Cuidado, vai que ela é perigosa que nem o namorado da amiga? Sei não cara...” Mas depois ele resolveu ir.

Capítulo IV



Eu e Barty fomos até a casa da velhinha, ela nos cumprimentou, abriu a porta e nós sentamos, ficamos em silencio e ela sorrindo. Queria ir direto ao ponto, a nossa pauta daquela conversa e indaguei:

“- Bem, viemos aqui para saber daquele assassinato que aconteceu a poucos dias, nessa mesma rua, e creio eu que a senhora estava sentada de frente, observando tudo, pode nos dizer o que viu?”

  Só que o que eu não sabia era que a velhinha era muda, ela tentou falar mas não saiu absolutamente nada, fiquei perdido, nossa única testemunha e eu havia perdido. Mas então pedi para ela escrever o que viu em um papel, ela demorou uns 10 a 15 minutos para escrever e nos deu papel e sorriu, foi até a cozinha e nós ficamos lendo o que ela escreveu, e dizia assim:

“- Meu filho, naquele dia eu estava sentada lá, e a moça, a Rebeca, me cumprimentou e saiu andando só que na hora que ela foi atravessar a rua um homem, de boné, óculos, e um jaqueta atacou ela e deu várias facadas no seu pescoço e correu, ela tinha um namorado, o David, e eles tinham terminado a pouco tempo só que ele não aceitava o fim do relacionamento, ele já foi preso inúmeras vezes por porte ilegal de armas, e por estar metido com pessoas viciadas em drogas.”

  E quando eu levantei a cabeça, a velhinha não estava sentada, ela tinha ido a cozinha, eu e Barty vasculhamos a casa toda, parece que ela tinha desaparecido, estranho... Mas comemorei o fato de ter uma vizinha fofoqueira, vizinhas fofoqueira veem tudo, escutam tudo, e falam sobre tudo. Agora sim eu sabia que eles eram um casal, mas nada está provado que o homem de jaqueta era o David, mas estava provado que o homem de jaqueta era o assassino, menos um agora.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Capítulo III



  Queria saber mais sobre esse tal de David, e me lembrei da carteira que tinha pego, tinha 100 reais, uma carteira de indentidade e uns cartões de crédito. Na indentidade, mostrava que ele tinha a mesma idade de Rebeca, entre 20 e 21 anos, ele era magro, careca, e tinha um olhar de criminoso. Barty disse que esse cara poderia ser perigoso, mas eu não liguei, o perigo é meu aliado, e o medo meu amigo. Fui até o Facebook e coloquei o nome dele na caixa de busca, olhei o perfil dele e me espantei. Ele era muito mais perigoso do que eu pensava, suas fotos apareciam ele portando armas de grosso calibre, e sempre vestido de preto. Colocava alguns “status” como: “Vo ‘f1’ ali” que “f1” na língua dos marginais significava “fumar um” baseado ou maconha. 
  Depois de um tempo, parei e fiquei pensando “porque eu estou aqui? Porque eu estou pesquisando sobre uma menina que mal conheço e nunca vi?” nem eu sabia responder essa pergunta, mas esse caso pra mim foi um dos mais intrigantes que já vi na vida, mas sabia que era perigoso, que não ia ser fácil achar o assassino, por mais provas que eu tivesse, ainda estava faltando uma peça nesse quebra-cabeça: uma testemunha. Tentei me recordar de todas as pessoas que eu pudesse ter visto passar por ali, além do rapaz, e eu consegui, depois de muitas horas pensando com o Barty, eu lembrei de uma velhinha, ela morava no prédio de dois andares na esquina e sempre ficava sentada bem ali, na cena do crime, ao mínimo ela deve ter visto alguma coisa, poderia me dizer se esse rapaz tinha alguma coisa a ver com o crime da garota.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Capítulo II

  Corri com o Barty para pegar os objetos, usei uma luva, e levei pra casa, passei horas a fio tentando entender, uma coisa eu sabia, o rapaz que matou a menina, é muito burro. Por vários motivos, primeiro: ele deixa a ARMA DO CRIME na cena do crime, é pedir pra ser encontrado. Segundo: Prova que ele é muito amador. Terceiro: Se ele é muito amador, é porque ela tinha algum vinculo com ele, e ela fez algo para ele, e ele resolve matá-la, deve ser uma briga de namorados, não sei ao certo, mas vou descobrir, e o meu principal suspeito é aquele rapaz.
  Falei para o Barty: "- Acho que vou entrar escondido na sede da perícia, aonde está o corpo da vítima" Barty: "- Você tá louco? É dificil entrar naquele lugar!"
Jack: "- Já trabalhei lá, e sei que, a chave da porta dos fundos, fica embaixo do tapete da mesma."
Barty: "- Certo, mas eu vou também"
Jack: "Ok, você dirige."
  E fomos eu e Barty, as 00h, lá na sede passamos de carro duas vezes na frente, e não tinha ninguém e passamos por trás, também não. Barty estacionou o carro e nós fomos a pé até a porta dos fundos, pegamos a chave e entramos, muito fácil. Logo achamos o corpo dá vitima, e tinha um monte de papéis, acho que era a "ficha" dela, sentei e fui ler.
  O nome dera era Rebeca Lavine, nasceu em Nova York, e passou a morar em Los Angeles no último mês. Não tinha parentes, e era loira. Era tudo que a gente sabia sobre a Rebeca. Mas aí vimos que, na ficha, dizia que ela tinha namorado um rapaz, David, é ele era metido com drogas, o que já era outra pista, e um outro "Por que" para a morte de Rebeca.


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Capítulo I

  Me lembro como se fosse ontem, eu, Detetive Jack, sem dinheiro, sem mulher, sem filhos, morava num apartamento que tinha uma sala, um banheiro, e um fogão, eu vivia ali esperando que alguém batesse em minha porta e falasse: "Estou com um caso para você investigar." Eu passava horas e horas, sentado num cadeira de balanço, tomando um café amargo, na janela observando tudo o que acontecia na rua, todos os movimentos, tudo.
  Até que eu observei um rapaz, óculos escuros, boné preto, um jaqueta de couro, calça jeans e um tênis que não consegui identificar como era. Fui até o fogão e fui fazer mais um pouco de café, demorei em torno de 15 a 20 minutos e quando voltei para a janela estava uma multidão em torno de alguma coisa, não conseguia o que era porque muitos curiosos estavam em cima então resolvi descer. Desci e vi uma menina caída no chão, tinha em torno de 20 ou 21 anos, muito nova, ela estava cheia de sangue e com um corte enorme no pescoço.
  A perícia chegou no local e fez o mesmo trabalho de sempre: levou o corpo, e ninguém mais tinha notícias da vítima. Mas eu resolvi investigar com meu amigo Barty, nós procuramos por Los Angeles toda atrás de alguma pista do que aconteceu, mas não encontramos nada. Até que eu lembrei daquela cara, o de óculos e boné, que passou antes de eu fazer mais café e segui o mesmo caminho q ele estava seguindo, e encontrei uma carteira e uma faca, a uns 20 metros da cena do crime.