sábado, 18 de janeiro de 2014

Capítulo III



  Queria saber mais sobre esse tal de David, e me lembrei da carteira que tinha pego, tinha 100 reais, uma carteira de indentidade e uns cartões de crédito. Na indentidade, mostrava que ele tinha a mesma idade de Rebeca, entre 20 e 21 anos, ele era magro, careca, e tinha um olhar de criminoso. Barty disse que esse cara poderia ser perigoso, mas eu não liguei, o perigo é meu aliado, e o medo meu amigo. Fui até o Facebook e coloquei o nome dele na caixa de busca, olhei o perfil dele e me espantei. Ele era muito mais perigoso do que eu pensava, suas fotos apareciam ele portando armas de grosso calibre, e sempre vestido de preto. Colocava alguns “status” como: “Vo ‘f1’ ali” que “f1” na língua dos marginais significava “fumar um” baseado ou maconha. 
  Depois de um tempo, parei e fiquei pensando “porque eu estou aqui? Porque eu estou pesquisando sobre uma menina que mal conheço e nunca vi?” nem eu sabia responder essa pergunta, mas esse caso pra mim foi um dos mais intrigantes que já vi na vida, mas sabia que era perigoso, que não ia ser fácil achar o assassino, por mais provas que eu tivesse, ainda estava faltando uma peça nesse quebra-cabeça: uma testemunha. Tentei me recordar de todas as pessoas que eu pudesse ter visto passar por ali, além do rapaz, e eu consegui, depois de muitas horas pensando com o Barty, eu lembrei de uma velhinha, ela morava no prédio de dois andares na esquina e sempre ficava sentada bem ali, na cena do crime, ao mínimo ela deve ter visto alguma coisa, poderia me dizer se esse rapaz tinha alguma coisa a ver com o crime da garota.

Nenhum comentário:

Postar um comentário