Queria saber mais sobre esse tal de David, e me lembrei da
carteira que tinha pego, tinha 100 reais, uma carteira de indentidade e uns
cartões de crédito. Na indentidade, mostrava que ele tinha a mesma idade de
Rebeca, entre 20 e 21 anos, ele era magro, careca, e tinha um olhar de
criminoso. Barty disse que esse cara poderia ser perigoso, mas eu não liguei, o
perigo é meu aliado, e o medo meu amigo. Fui até o Facebook e coloquei o nome
dele na caixa de busca, olhei o perfil dele e me espantei. Ele era muito mais
perigoso do que eu pensava, suas fotos apareciam ele portando armas de grosso
calibre, e sempre vestido de preto. Colocava alguns “status” como: “Vo ‘f1’
ali” que “f1” na língua dos marginais significava “fumar um” baseado ou maconha.
Depois de um tempo, parei e fiquei pensando “porque eu estou aqui? Porque eu
estou pesquisando sobre uma menina que mal conheço e nunca vi?” nem eu sabia
responder essa pergunta, mas esse caso pra mim foi um dos mais intrigantes que
já vi na vida, mas sabia que era perigoso, que não ia ser fácil achar o
assassino, por mais provas que eu tivesse, ainda estava faltando uma peça nesse
quebra-cabeça: uma testemunha. Tentei me recordar de todas as pessoas que eu
pudesse ter visto passar por ali, além do rapaz, e eu consegui, depois de
muitas horas pensando com o Barty, eu lembrei de uma velhinha, ela morava no
prédio de dois andares na esquina e sempre ficava sentada bem ali, na cena do
crime, ao mínimo ela deve ter visto alguma coisa, poderia me dizer se esse rapaz
tinha alguma coisa a ver com o crime da garota.
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