Eu e Barty fomos até a casa da velhinha, ela nos cumprimentou, abriu a porta e nós sentamos, ficamos em silencio
e ela sorrindo. Queria ir direto ao ponto, a nossa pauta daquela conversa e
indaguei:
“- Bem, viemos aqui para saber daquele assassinato que
aconteceu a poucos dias, nessa mesma rua, e creio eu que a senhora estava
sentada de frente, observando tudo, pode nos dizer o que viu?”
Só que o que eu não
sabia era que a velhinha era muda, ela tentou falar mas não saiu absolutamente
nada, fiquei perdido, nossa única testemunha e eu havia perdido. Mas então pedi
para ela escrever o que viu em um papel, ela demorou uns 10 a 15 minutos para
escrever e nos deu papel e sorriu, foi até a cozinha e nós ficamos lendo o que
ela escreveu, e dizia assim:
“- Meu filho, naquele dia eu estava sentada lá, e a moça, a
Rebeca, me cumprimentou e saiu andando só que na hora que ela foi atravessar a
rua um homem, de boné, óculos, e um jaqueta atacou ela e deu várias facadas no
seu pescoço e correu, ela tinha um namorado, o David, e eles tinham terminado a
pouco tempo só que ele não aceitava o fim do relacionamento, ele já foi preso
inúmeras vezes por porte ilegal de armas, e por estar metido com pessoas
viciadas em drogas.”
E quando eu levantei
a cabeça, a velhinha não estava sentada, ela tinha ido a cozinha, eu e Barty
vasculhamos a casa toda, parece que ela tinha desaparecido, estranho... Mas
comemorei o fato de ter uma vizinha fofoqueira, vizinhas fofoqueira veem tudo,
escutam tudo, e falam sobre tudo. Agora sim eu sabia que eles eram um casal,
mas nada está provado que o homem de jaqueta era o David, mas estava provado
que o homem de jaqueta era o assassino, menos um agora.
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