domingo, 19 de janeiro de 2014

Capítulo IV



Eu e Barty fomos até a casa da velhinha, ela nos cumprimentou, abriu a porta e nós sentamos, ficamos em silencio e ela sorrindo. Queria ir direto ao ponto, a nossa pauta daquela conversa e indaguei:

“- Bem, viemos aqui para saber daquele assassinato que aconteceu a poucos dias, nessa mesma rua, e creio eu que a senhora estava sentada de frente, observando tudo, pode nos dizer o que viu?”

  Só que o que eu não sabia era que a velhinha era muda, ela tentou falar mas não saiu absolutamente nada, fiquei perdido, nossa única testemunha e eu havia perdido. Mas então pedi para ela escrever o que viu em um papel, ela demorou uns 10 a 15 minutos para escrever e nos deu papel e sorriu, foi até a cozinha e nós ficamos lendo o que ela escreveu, e dizia assim:

“- Meu filho, naquele dia eu estava sentada lá, e a moça, a Rebeca, me cumprimentou e saiu andando só que na hora que ela foi atravessar a rua um homem, de boné, óculos, e um jaqueta atacou ela e deu várias facadas no seu pescoço e correu, ela tinha um namorado, o David, e eles tinham terminado a pouco tempo só que ele não aceitava o fim do relacionamento, ele já foi preso inúmeras vezes por porte ilegal de armas, e por estar metido com pessoas viciadas em drogas.”

  E quando eu levantei a cabeça, a velhinha não estava sentada, ela tinha ido a cozinha, eu e Barty vasculhamos a casa toda, parece que ela tinha desaparecido, estranho... Mas comemorei o fato de ter uma vizinha fofoqueira, vizinhas fofoqueira veem tudo, escutam tudo, e falam sobre tudo. Agora sim eu sabia que eles eram um casal, mas nada está provado que o homem de jaqueta era o David, mas estava provado que o homem de jaqueta era o assassino, menos um agora.

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